A atividade física regular é um fator chave de proteção para a prevenção e o controlo das doenças não transmissíveis (DNTs), como as doenças cardiovasculares, a diabetes tipo 2 e alguns tipos de cancros. A atividade física também beneficia a saúde mental, incluindo a prevenção do declínio cognitivo e sintomas de depressão e ansiedade; e pode contribuir para a manutenção do peso saudável e do bem-estar geral.
Estimativas globais indicam que 27,5% dos adultos e 81% dos adolescentes não aderem às recomendações da OMS de 2010 para atividade física , com quase nenhuma melhoria observada durante a última década. Existem também desigualdades notáveis: os dados mostram que, na maioria dos países, raparigas e mulheres são menos ativas do que rapazes e homens, e que há diferenças significativas nos níveis de atividade física entre grupos de alta e baixa capacidade económica, e entre países e regiões. (1) (2)
Atividade física e depressão: entender os mecanismos antidepressivos da atividade física
A depressão é um distúrbio de saúde mental comum que pode ter um grande impacto no bem-estar individual eno funcionamento diário. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas e é hoje a principal causa de incapacidade em todo o mundo (OMS, 2017)
(3)
A depressão é caracterizada por humor deprimido persistente, disforia, motivação prejudicada e vários outros sintomas, desde prejuízos psicomotores a cognitivos. A depressão também é associada a comorbilidades graves de saúde física, incluindo doenças cardiovasculares, fatores de risco como obesidade, mortalidade prematura e uma grande custo para a sociedade. O tratamento e a prevenção da depressão continuam sendo uma prioridade de saúde pública.
Caminhar
Intervenções de exercícios aeróbicos e resistidos, de intensidades que variam de leve a intenso, podem promover a autopercepção física e melhorar a imagem corporal. As melhorias na auto perceção física podem estar subjacentes às melhorias na autoestima. Estudos transversais descobriram que a atividade física está associada a valores mais altos de autoestima, qualidade de vida e afeto positivo, e essa relação é mediada pela autopercepção física.
A intensidade do exercício durante uma sessão pode causar diferentes respostas neurais, o que pode influenciar como isso afeta sintomas depressivos. Por exemplo, exercícios de maior intensidade podem produzir maiores mudanças na neura plasticidade do que intensidade moderada, e exercícios de intensidade moderada a intensa são mais eficazes para reduzir os sintomas depressivos. Mas se a inflamação for estabelecida como um mecanismo fundamental subjacente, é possível que exercícios de maior intensidade provoquem uma maior resposta pró-inflamatórias e anulam o efeito antidepressivo. Determinando assim que a intensidade adequada é adaptada a cada caso, dependendo de fatores como a extensão em que o exercício irá provocar mudanças significativas na neura plasticidade ou reduções na inflamação em um indivíduo. (4)
Andar de Bicicleta
Pesquisas sugerem que cerca de 30 minutos por dia de exercício podem melhorar seu humor, além de tornar o seu corpo, mais saudável. Durante a próxima semana, poderá passar cada dia a mover o seu corpo durante pelo menos 30 minutos de exercício.
Escolha um local e hora (escreva no seu calendário!). Depois vá para passadeira no ginásio, faça uma aula de ioga, ou coloque alguns auriculares e dance pelo seu quarto ao som de músicas que goste. Isto não deveria ser um nível de maratona de atividade; é apenas para fazer seu corpo se mover um pouco mais do que o normal (Nota: se você tiver limitações que o impeçam de fazer esta atividade da semana, planeie ignorá-la por razões óbvias). Certifique-se de ter um momento para perceber o quanto se sente melhor depois de fazer algum exercício. (5)
Fontes Bibliográficas:
- Recomendações da OMS para atividade física e comportamento sedentário. World Heal Organ. 2020;24.
- DGS. Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física. Retrieved February 21, 2022, from https://www.dgs.pt/programa-nacional-para-a-promocao-da-atvidade-fisica.aspx
- Tenorio, G., & Rocha, L. (2017). Depressão: sintomas, diagnóstico, prevenção… | Veja Saúde. Revista Saúde Abril . https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/
- Kandola A, Ashdown-Franks G, Hendrikse J, Sabiston CM, Stubbs B. Physical activity and depression: Towards understanding the antidepressant mechanisms of physical activity. Neurosci Biobehav Rev [Internet]. 2019;107:525–39. Available from: https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2019.09.040
- Laurie Santos. (Yale). The Science of Well-Being by Yale University | Coursera. Retrieved February 21, 2022, from https://pt.coursera.org/learn/the-science-of-well-being





